Curta-Metragem - Solitario Anonimo

Trailer de Solitário Anonimo




INFORMAÇÕES
Filme selecionado para a programação do Festival
Debora Diniz
Brasil(GO), 2007
Doc - 18' - Cor
Vídeo
Um idoso deitado na grama à espera da morte. No bolso, um bilhete anunciava ser de terras distantes. Seu desejo era morrer solitário e anônimo. Este é o início de um filme sobre a liberdade, a vida e a morte.



Roteiro: Debora Diniz
Fotografia: Debora Diniz
Direção de arte: Ramon Navarro
Montagem: Ramon Navarro
Música original: Afonso Galvão
Companhia produtora: Imagens Livres
* Melhor documentário (categoria direitos humanos), Festival Voces Contra el Silencio, Cidade do México, 2008 / Melhor Documentário, XI Vide Vídeo - Festival Universitário UERJ, Rio de Janeiro, 2008 / Melhor Vídeo-Documentário, XII Festival Florianópolis Audiovisual Mercosul, Florianópolis, 2008 / Melhor Documentário - 3º lugar, WSFF - World Student Film Festival, Bangkok, 2008 / Prêmio do Júri, Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema, Rio de Janeiro, 2008 / Melhor Vídeo-Documentário, III Fest Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro, João Pessoa, 2008
Flávia Squinca - ImagensLivres
imagenslivres@anis.org.br


crédito do texto abaixo: 

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O curta Solitário Anônimo conta a impressionante história de um homem que revindicava o seu direito de morrer em paz. Ele planejou sua morte, transformou o processo de morrer em um experimento pessoal de controle do próprio corpo. Durante 58 dias não comeu, em um ato que simularia a morte natural. "Todos deixamos de comer antes da morte. Isso pode durar um ou cem dias", sustenta o personagem anônimo do filme.
O enredo do final de sua vida foi meticulosamente planejado. Um disciplinamento prolongado do corpo para a fome durante meses para, na fase final, a abstinência total de alimentos e nos últimos dias somente doses homeopáticas de água. A simulação da morte natural exigiu ainda a quebra dos vínculos familiares e afetivos, pois "somente um homem sem vínculos, sem nome ou biografia pode planejar a própria morte", dizia ele.
Uma decisão judicial à sua revelia ordenou que fosse alimentado e medicado à força: "O plano de morrer de fome tinha dois sentidos em sua vida: um projeto pessoal de simular a morte natural, pois no fim da vida paramos de comer, e uma racionalidade jurídica, pois obrigá-lo a comer contra sua vontade pode ser interpretado como um ato violento do Estado", pondera Debora Diniz, diretora do filme.
Sem documentos, posses ou vínculos, o idoso de 78 anos se transforma no Solitário Anônimo. O filme acompanha sua história do momento em que foi encontrado deitado na grama à espera da morte até a descoberta de sua identidade. O fracasso de seu plano de morte foi seguido pelas lentes da câmera que o acompanha ininterruptamente por hospitais, investigações policiais e assédio da imprensa.


Assista as duas partes:







Posted by Anônimo |

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